Deve ser das primeiras comidinhas que a maioria dos pediatras falam: a “açordinha”. Muito honestamente, eu não sei fazer açorda “normal”, não faço a mínima ideia. Limitei-me a seguir a instrução da nossa pediatra de fazer um caldo com carne ou peixe e legumes, e embeber o pão. Só posteriormente, quando falava nas açordas da L., me perguntavam se eu já fazia refogados para ela, se já dava ovo, se o alho não era muito agressivo. Fiquei na minha ignorância, e assumi que a açorda da L. era uma açorda especial: muito mais rica, nutritiva e saudável. Como é o caso desta açorda de tamboril.

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No caso da L. foi a primeira comidinha para além do puré de legumes que comeu. Precisamente no dia em que completou 7 meses, dei-lhe esta pequena iguaria (não esta especificamente). Nessa altura ainda não tinha bem noção das quantidades, ficou muito rija e deu um prato muito grande, que a pequena L. apenas comeu metade. No caso da T. comecei pela farinha-de-pau que já dominava (na altura da L. nem por isso), mas no segundo dia lá comeu a dita açorda. 

Ambas, sempre lamberam o prato, e ambas demostraram vontade de mastigar com este prato. Coincidência? Talvez, afinal de contas, são irmãs. Mas achei que era uma transição lógica, e que de alguma forma estimularia a mastigação do bebé, que não sei explicar cientificamente. Por causa da textura, muito provavelmente, bastante diferente do puré de legumes. Em ambas as miúdas, foi uma questão de dias para que passasse a açorda religiosamente passada com a varinha-mágica, até começar a dar com os legumes simplesmente esmagados. 

Comecei com açordas de carne. Achei que eram muitas mudanças para uma altura só: introduzir peixe, pão ou farinha-de-mandioca. Gosto de de transições suaves e com poucos “intervenientes”. Assim, apesar da instrução da pediatra ser para introduzir o peixe aos 7 meses, aguardei pelos 8 meses para o fazer. Por isso, a L. e a T. nunca comeram sopa de peixe, bem vistas as coisas.

Mas passemos ao que interessa, a receita da açorda de tamboril.

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No início, quando os pratos da L. e da T. eram apenas açorda e farinha-de-pau, eu própria confeccionava pão sem sal, para as açordas. Agora que a T. só come ocasionalmente, uso um pão normal.

Esta parte final vocês já conhecem, e sinto que me repito de post, para post, mas os meus ouvidos começam a sofrer dos gritos frustrantes da T., quando rapo o prato no final. 

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