Papas de milho com tamboril [desde os 8 meses] – uma nova experiência
Hoje experimentei fazer papas de milho para o almoço da T. A ideia surgiu depois de me deparar com a dificuldade que algumas mamãs tinham em encontrar farinha de mandioca, sobretudo porque não vivem em Portugal, ou num país onde o consumo seja mais comum. Posto isto, pensei em alternativas. E perguntam vocês: “existe o arroz e as massas…” Certo, mas numa primeira fase acho que devem existir alternativas que resultem naturalmente em papa, como a farinha de mandioca na farinha de pau, e o pão na açorda. Só depois, percebendo a necessidade de mastigação, passar a ingredientes mais granulosos e inteiros.
Regressando ao cerne da questão, a pensar nas mamãs que não arranjam farinha de mandioca para a farinha de pau, falei com a nossa pediatra, cuja opinião sobre alimentação muito valorizo. Coloquei a hipótese da sêmola de milho, que me respondeu ser uma alternativa viável, apesar de nutritivamente não tão interessante como a farinha de mandioca. De qualquer forma, achei que valeria a pena experimentar, mais não fosse para variar um pouco o cardápio da pequena T.
Após uma exaustiva pesquisa da forma como devia cozinhar a dita sêmola de milho, deparo-me com inúmeras receitas de xarém algarvio, que (de acordo com a minha exaustiva pesquisa) pode ser feito tanto com sêmola como com farinha. Pois então, qual seria a diferença? O senso comum dizia-me que estaria relacionado com a moagem, a farinha é mais fina e refinada, a sêmola mais grossa e “integral”. Isto só poderia resultar numa diferença nas papas: umas mais homogéneas e suaves, as outras com mais texturas e granulosas, correspondentemente.
Li receitas, vi vídeos, e concluí que não seria uma tarefa árdua transformar as “minhas” farinhas de pau, em papas de milho. Peguei numa das minhas doses de caldo de legumes e tamboril que fiz ontem, e quando estava a ferver adicionei uma colher e meia de sêmola de milho, muito lentamente e sempre a mexer.
Primeira observação, é precisa muita água no caldo, pois a sêmola absorve instantaneamente a água que existe. Não me arrisquei a parar de mexer perante a velocidade com que a papa engrossou e cresceu, contudo foi um processo rápido, de apenas 3-5 minutos a cozer em lume brando.
Provei antes de dar a T. e só pensei “bolas, não vai sobrar nada para mim outra vez.” Acho que a T. comeu as papas de milho em tempo record! Nunca a vi tão desesperada de boca aberta (não tinha assim tanta fome, tinha feito um snack nem uma hora antes). E apesar de sempre dizer que ela come e chora por mais, hoje foi literal, assim que viu o prato vazio corriam lágrima pelo rosto de desconsolo.
Para quem quiser a receitinha de raiz, aqui segue.
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4 Comments
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Olá,
Adorei a ideia, o meu não gosta muito das papas de milho doces ( com fruta ) , e andava a pensar o ia fazer com a farinha que comprei, fazê-las em modo “salgado” (sem sal claro) é uma optima ideia. Só tenho duas dúvidas, como congela o caldo que sobra? e será que podemos utilizar outros peixes?
Obrigada
Olá! Pode usar o peixe que quiser. Coloco o caldo dentro de um recipiente hermético e guardo no congelador.
Olá Leonor tinha uma dúvida (descobri o seu blog há pouco tempo – ando cheio de curiosidades e dúvidas):
Reparei que usa com frequência couve coração. Tem alternativa: repolho por exemplo? Obrigada
Olá! Sim, pode ser.